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Guia

Um modelo de orçamento familiar, e quando o pôr de parte

Última actualização: 29 de Setembro de 2026

Descarrega o modelo aqui em baixo, preenche um mês e vais ficar a saber mais sobre o teu dinheiro do que qualquer app te conseguiria dizer no mesmo tempo. Esta página diz também aquilo que as outras páginas de modelos calam: o que uma folha de cálculo deixa de conseguir fazer e, mais ou menos, a partir de quando.

01O modelo

Uma linha por lançamento, quatro colunas: data, descrição, categoria e valor, com as saídas em negativo. As colunas são separadas por ponto e vírgula e os valores usam ponto nas casas decimais. Abre-o no Numbers ou no LibreOffice, ou no Excel em Dados › De Texto/CSV, onde podes indicar o separador e o símbolo decimal.

As doze linhas que traz são um mês de exemplo de uma casa, inventado para mostrar o formato. Apaga-as e põe as tuas.

02As quatro linhas em que quase toda a gente se engana

  • A conta que não é mensal. O seguro uma vez por ano, a electricidade de três em três meses. Regista o pagamento uma só vez, inteiro, no dia em que foi pago, como a linha da electricidade no modelo: parti-lo em linhas mensais inventadas dá um ficheiro que já não bate certo com o extracto do banco. O que se reparte é o orçamento. Põe de parte todos os meses um terço de uma conta trimestral; senão, o mês em que ela cai parece uma desgraça e todos os outros parecem fartura. No Spendhog, é o campo «Distribuir por (meses)» do lançamento: o orçamento conta uma parte por mês e o pagamento fica inteiro no seu dia.
  • A linha da poupança. A poupança não é o que sobra, é uma despesa que pagas a ti próprio. Por isso, no exemplo, é uma linha negativa e não uma subtracção lá no fim.
  • O dinheiro vivo. Um levantamento não é uma despesa, é uma passagem de um bolso para o outro, e um orçamento que o conta como despesa perde de vista tudo o que foi comprado com ele.
  • O extraordinário que afinal não era. Um aniversário, o veterinário, a máquina de lavar que se estragou: um a um, são excepções; juntos, são uma linha mensal com um nome diferente de cada vez. Dá-lhes uma categoria e olha para o ano.

03Quando a folha de cálculo deixa de chegar

Uma folha de cálculo é excelente a registar e fraca a explicar. Diz-te que Março custou 6200. Não te diz que Março custou mais 2000 do que o teu mês normal, que a diferença foi o carro e um jantar e não a renda, nem se aquilo é uma tendência ou um acaso.

Também se parte em silêncio. Uma fórmula arrastada uma linha a menos, um mês acrescentado como coluna que ninguém soma, uma segunda pessoa a trabalhar numa cópia. Nada te avisa, e a folha continua a responder com toda a confiança.

E não lida honestamente com duas moedas. Uma família com contas em duas moedas descobre-o à primeira tentativa: ou os totais mentem ou há uma taxa de câmbio escrita numa célula algures, a ficar desactualizada.

04O que fizemos com a nossa

O Spendhog começou como uma folha de cálculo chamada Poupanças, usada durante anos por uma família. Mantém o que funcionava (várias moedas, quem gastou o quê, contas que não chegam todos os meses) e acrescenta o que uma folha nunca conseguiu fazer: explica-te o mês, por palavras, comparando-o com o teu mês normal e não com um número decidido por outra pessoa.

O modelo aqui em cima pode ser importado directamente, no dia em que te cansares de manter fórmulas. 30 dias grátis, sem cartão e sem ligação ao banco em momento nenhum.

Dúvidas sobre esta página? Fala connosco quando quiseres e explicamos tudo. info@spendhog.com

O Spendhog é uma app de orçamento familiar sem ligação ao banco, para quem vive sob o mesmo tecto.

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